segunda-feira, 28 de novembro de 2011

UNIDADE 4

LEGISLAÇÃO  AMBIENTAL

A legislação ambiental utilizada no Brasil é bem elaborada por ter regras e conceitos  bem avançados  a respeito  da preservação  e proteção  do meio ambiente.  Mas no que se diz respeito  à aplicação  destas leis, por diversos fatores,  fica inviabilizado  sua aplicação.

Quanto à abrangência de leis ambientais, o Brasil possui diversas leis de suma importância.  Podemos  citar dentre estas:
Lei n.º. 4.771, de 15 de setembro  de 1965 – Pertencente  ao Código Federal  Florestal.  Dispõe sobre o ordenamento  e manejo  das flores- tas existentes  no território  nacional  e das demais formas de vegeta- ção.

Lei n.º. 4.947, de 06 de abril de 19966 – Considerada  a lei do Direito Agrário, que dispõe sobre a forma que se deve proceder durante pro- cessos de cunho agrário.

Lei n.º. 5.197, de 03 de janeiro de 1967 – Lei de Fauna, que institui regras para proteção  da fauna silvestre,  posicionando  punições  seve- ras quanto  ao descumprimento  dessas  regras.
Lei n.º. 9.433, de 8 de janeiro de 1997 – Lei que rege a Política Naci- onal de Recursos Hídricos, é considerada  também a lei da águas, por criar regras para o gerenciamento  e uso de recursos hídricos.
Lei n.º. 9.605 de 12 de fevereiro de 1998 – Lei de Crimes Ambientais, esta lei é responsável pela instituição de punições por crimes ambientais.

Esta lei trouxe inovações,  vejamos  algumas.

As leis esparsas,  de difícil aplicação,  depois da totalidade  da legislação ambiental  são  consolidadas.  As  penas  têm  uniformização  e gradação adequadas  e as infrações  são claramente  definidas.
Pessoa jurídica  não era responsabilizada  criminalmente.  Após a criação da lei define a responsabilidade da pessoa jurídica - inclusive a responsabilidade  penal - e permite  a responsabilização  também  da pessoa física autora ou co-autora  da infração.
Pessoa jurídica não tinha decretada  liquidação  quando cometia  infração ambiental.  Após a criação da lei pode ter liquidação  forçada no caso de ser criada e/ou utilizada para permitir, facilitar ou ocultar crime definido na lei. E seu patrimônio  é transferido  para o Patrimônio  Penitenciário  Nacional.
A reparação  do dano ambiental  não extinguia  a punibilidade.  Depois da criação da lei a punição é extinta com apresentação  de laudo que comprove a recuperação  do dano ambiental.

Impossibilidade  de aplicação direta de pena restritiva de direito ou multa. A partir da constatação do dano ambiental, as penas alternativas ou a multa podem  ser aplicadas  imediatamente.
Aplicação  das penas  alternativas  era possível  para crimes  cuja pena privativa  de liberdade  fosse aplicada  até 02 (dois) anos. Após a instituição



da lei é possível substituir  penas de prisão até 04 (quatro) anos por penas alternativas,  como a prestação de serviços à comunidade.  A grande maioria das penas previstas na lei tem limite máximo de 04 (quatro) anos.

A destinação  dos produtos  e instrumentos  da infração  não era bem definida.  Com a totalidade  da lei, os produtos  e subprodutos  da fauna e flora podem ser doados ou destruídos,  e os instrumentos  utilizados  quando da infração  podem ser vendidos.
Matar um animal da fauna silvestre, mesmo para se alimentar, era crime inafiançável.  Porém,  com a lei, matar  animais  continua  sendo  crime.  No entanto, para saciar a fome do agente ou da sua família, a lei descriminaliza o abate.

Maus tratos contra animais domésticos e domesticados era contravenção, com a Geração da lei, além dos maus tratos, o abuso contra estes animais, bem como aos nativos ou exóticos, passa a ser crime.
Não havia  disposições  claras  relativas  a experiências  realizadas  com animais.  Com o invento da lei, experiências  dolorosas  ou cruéis em animal vivo, ainda que para fins didáticos  ou científicos,  são consideradas  crimes, quando  existirem  recursos  alternativos.
Pichar e grafitar não tinham penas claramente definidas. Com a aprovação da lei, a prática de pichar, grafitar ou de qualquer forma conspurcar edificação ou monumento  urbano, sujeita o infrator a até um ano de detenção.
A prática  de soltura  de balões  não era punida  de forma clara. Com a instituição da lei, fabricar, vender, transportar ou soltar balões, pelo risco de causar incêndios em florestas e áreas urbanas, sujeita o infrator à prisão e multa.
Destruir  ou danificar  plantas  de ornamentação  em áreas  públicas  ou privadas  era considerado  contravenção.  Com  a homologação  da lei, a destruição, dano, lesão ou maus tratos às plantas de ornamentação  é crime, punido por até 01 (um) ano.
O acesso livre às praias era garantido,  entretanto,  sem prever punição criminal a quem o impedisse.  Com a confirmação  da lei, quem dificultar  ou impedir o uso público das praias está sujeito a até 05 (cinco) anos de prisão.
Desmatamentos  ilegais e outras infrações contra a flora eram considerados contravenções. Com a instituição da lei, o desmatamento não autorizado agora é crime, além de ficar sujeito a pesadas multas.

A comercialização,  o transporte  e o armazenamento  de produtos  e subprodutos  florestais  eram punidos  como contravenção.  Com a nova lei, comprar, vender, transportar, armazenar madeira, lenha ou carvão, sem licença da autoridade  competente,  sujeita o infrator a até 01 (um) ano de prisão e multa.

A conduta irresponsável  de funcionários  de órgãos ambientais  não estava claramente definida. Com a criação da lei, os funcionários de órgão ambiental que fizer afirmação falsa ou enganosa, omitir a verdade, sonegar informações ou dados em procedimentos  de autorização ou licenciamento  ambiental, pode pegar até 03 (três) anos de cadeia.



As multas, na maioria, eram fixadas através de instrumentos  normativos passíveis  de contestação  judicial.  Com a nova lei, a fixação e aplicação  de multas têm a força da lei.

A multa máxima por hectare, metro cúbico ou fração era de R$ 5 mil. Hoje a multa administrativa  varia de R$ 5 mil a R$ 50 milhões.

Texto retirado da própria lei.

Regulamenta  o Artigo 225, 1º, incisos  I, II, III, e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências.

Ainda no que se diz respeito à legislação ambiental, a Constituição Federal de 1988, disserta sobre as competências  e parâmetros  em que cada poder público é responsável.  Por exemplo:  A União legislará  e atuará em face de questões de interesse nacional, e as suas normas devem servir de referencial para os Estados  e Municípios.  Os Estados  legislarão  diante  de problemas regionais, devendo observar os princípios e fundamentos  genéricos previstos pela legislação  federal. Os Municípios  legislarão  apenas quando o interesse for estritamente  local,  devendo  observar  os princípios  e fundamentos genéricos  previstos  pela legislação  federal.
Podemos dizer que a união cria normas que poderão servir de base para os estados  e municípios  utilizarem  como  guias  para criação  de leis que atendam a interesses locais, sem que haja grandes discrepâncias  entre elas.
Na criação desta Lei houve um grande progresso, pois se define sanções penais e as responsabilidades  pelos crimes ambientais,  também  é definido de que forma pode-se atuar para punir os responsáveis em crimes ambientais.  Antes da criação  desta lei havia diversas  outras leis esparsas, com uma difícil aplicação.

AUDITORIA  AMBIENTAL

O conceito  primário  de auditoria  pode ser definido  como um processo ordenado  e documentado  de pesquisa,  visando  obter e avaliar  de forma direta,  provas  para determinar  que as atividades,  sistema  de conduta  e condições  ambientais  que estejam  sendo  respeitados  de acordo  com os critérios  de auditoria.
A auditoria  surgiu  inicialmente  com o objetivo  principal  de verificar  o cumprimento da legislação, sendo vista por muitas empresas como um modo de gerenciamento utilizado para identificar, de forma antecipada, os problemas  provocados  por suas operações,  utilizando  a auditoria  ambiental como meio de reduzir custos que provavelmente serão envolvidos futuramente  no decorrer  das atividades.
A auditoria ambiental pode ser feita basicamente de duas formas: interna e externa. Da forma interna quando uma empresa ou uma pessoa contrata auditores  independentes  e tem seus resultados  para uso interno.  Quando a auditoria  e feita de forma externa, a contratação  geralmente  é feita pelo poder público,  tendo resultados  avaliados  por terceiros  e disponibilizados para consulta  pública.

As auditorias  públicas  geralmente  são  aplicadas  na construção  de complexos  residenciais  e condomínios.
No Brasil, a auditoria ambiental aplicada diretamente à habitação surgiu, inicialmente,  por meios  das legislações  estaduais,  no qual leis estaduais regem medidas  e regras para atuação  e conduta  de auditores  ambientais. Podemos citar: Lei nº. 790, de 5/11/91, do Município de Santos-SP e a lei nº.
1.898, de 16/11/91, do Estado do Rio de Janeiro.

Uma auditoria ambiental pode ter objetivos e finalidades diferentes como: análise de impactos ambientais, necessidades para contratação de um seguro por uma determinada  empresa,  verificar  o cumprimento  da legislação  em vigor. Esta verificação  da legislação  ambiental  em vigor pode ser feita após acidentes para controle de risco ou até de caráter preventivo das atividades executadas.
A auditoria  ambiental  hoje  em dia é regida  por normais  que foram estabelecidas  pela ABNT – Associação  Brasileira  de Normas  Técnicas,  em tradução as normas da ISO.

ANÁLISE  AMBIENTAL

A análise ambiental é um estudo de todas as alterações  que podem ser provocadas  por ações  de uma empresa  e como  esta empresa  pode  ser dirigida  para que esses efeitos sejam amenizados  ou anulados.
Um estudo de uma análise ambiental  pode ser feito a partir do Estudo de Impacto Ambiental  (EIA), Análise de Impacto Ambiental  (AIA), Relatório de Impacto Ambiental  (RIMA) ou um monitoramento  ambiental.  Devem ser consideradas  durante  esses estudos  as diferenças  entre meios ambientes existentes,  onde cada qual tem que ser observados  e analisados  de forma diferenciada.
O EIA é proposto  para desenvolver  uma explicação  total do que está sendo  analisado,  ou seja, do ambiente  afetado.  Ambiente  este que será modificado  pela ação. Nesta proposta serão considerados  pontos de futuros possíveis  impactos  ao ambiente,  pressupondo  as alterações  que este irá sofrer. A resultante  do estudo  servirá  para a melhoria  do ambiente  e das ações da empresa  neste.
O EIA deve possuir  bases na legislação:  a Lei de Política  Nacional  do Meio Ambiente.  Estas bases são delimitadoras  para os estudos  de impacto como: limites geográficos,  forma do projeto, se há planos do governo para região e se vai ser compatível  com esses projetos (caso eles existam).
Durante a elaboração  do EIA devem ser levados em conta os seguintes aspectos: Ambiente Físico: o subsolo, as águas, o ar e o clima, destacando os recursos minerais, a topografia, os tipos e aptidões do solo, os corpos de água, o regime hidrológico, as correntes marinhas, as correntes atmosféricas; Ambiente Biótico: os ecossistemas  naturais - a fauna e a flora - destacando as espécies  indicadoras  da  qualidade  ambiental,  de  valor  científico  e econômico,  raras  e ameaçadas  de extinção  e as áreas  de preservação
permanente; O meio sócio-econômico:  o uso e ocupação do solo, os usos da água e a sócio-economia,  destacando os sítios e monumentos arqueológicos, históricos  e culturais  da comunidade,  as relações  de dependência  entre a sociedade  local, os recursos  ambientais  e o potencial  de utilização  desses recursos.
O mais importante é que o EIA seja elaborado por diversos profissionais em diferentes áreas trabalhando em conjunto. Nesta ambiente multidisciplinar podem ser realizado  diversos  estudos  formando  o EIA completo  em todos os pontos de vista.

RIMA é um relatório  que apresenta  os resultados  do EIA. Este relatório deve ser apresentado num caráter objetivo para que haja uma fácil compreensão  deste, se possível  utilizando  recursos  de comunicação  visual. Durante a elaboração  do RIMA devem ser abordadas as relações do projeto com planos governamentais,  descrever os materiais utilizados, as indicações da influência  do projeto ou da área afetada, devem ser descrito os futuros impactos  ambientais  (com utilização  de métodos  técnicos),  programa  de acompanhamento  e o futuro monitoramento  dos impactos  ambientais.
AIA  – É um  método  de avaliação  ambiental  formado  por  diversos procedimentos  capazes  de uma pesquisa  de impacto  ambiental  e de seus métodos,  podendo  assim ter um resultado  preciso  e de fácil compreensão para o público  que será apresentado.  E também  deverá  conter  medidas possíveis  para proteção  do meio ambiente  durante  a implantação  de um projeto por uma empresa.
Monitoramento  Ambiental  – O  monitoramento  ambiental  consiste geralmente em um acompanhamento de uma área degradada. Este acompanhamento  pode  ser  feito  em  períodos  predeterminados  ou em momentos  em que há um destaque  da atividade  da região.  Normalmente pode ser apresentado  seus resultados  através  do EIA ou RIMA.
Dentre os processos de análise ambiental  podemos também citar o PCA (Plano  de Controle  Ambiental),  que tem por finalidade  reunir  todas  as informações  específicas,  assim como as ações que deverão ser feitas com base nos estudos  elaborados  pelo EIA.

Durante  os processos  de análises  ambientais  é possível  notar que os estudos  são baseados  em observações  amplas,  focando  em ambientes externos,  e também  observações  restritas  com  um conteúdo  focado  e imediato.  As análises  ambientais  podem  ser desencadeadas  por diversos motivos, dentre eles estão: economia proposta pela empresa, novas diretrizes  dos consumidores,  novas regras de conduta do mercado,  clientes mais exigentes, entre outros. Sendo sempre processos que contribuem para o bem estar do coletivo e para a melhoria da implantação  de projetos,  em todos  os tipos  de análise  vêem  diversos  profissionais  trabalhando  em conjunto  para se obter um único resultado.

EDUCAÇ ÃO   AMBIENTAL (EA). DIREITO   AMBIENTAL  (LEGISLAÇ ÃO AMBIENTAL; DIAGNOSE   AMBIENTAL ECOLÓGICA  E  MESOLOGIA).

Como poderemos  definir a educação  ambiental?

No  início  das  civilizações  os problemas  ambientais  eram  de  baixa magnitude, atingindo casos locais, mas com a revolução industrial houve um crescimento  econômico  acelerado  e uma  busca  de matérias-primas  na natureza. Hoje em dia é comum em grandes centros urbanos encontrarmos cursos da água, a poluição atmosférica,  a devastação  das florestas,  a caça indiscriminada  e a redução  ou mesmo  destruição  dos habitats  faunísticos, além de muitas outras formas de agressão ao meio ambiente. Neste contexto, foi claro que houve uma necessidade de mudar o comportamento  do homem em relação  à natureza,  procurando  que houvesse  um crescimento  sócio- econômico, minimizando os impactos ambientais. A esse processo chamamos de desenvolvimento  sustentável.  Em outras  palavras,  é um processo  que visa garantir  os recursos  do planeta  para as gerações  futuras,  e melhores condições  de vida no ambiente.
Ao falarmos de educação  ambiental  estamos iniciando um processo que se constitui numa forma ampla de educação,  tendo em vista atingir grande parte da população  ou ela como um todo, tendo como enfoque  incentivar uma análise crítica sobre os problemas  que atinge o meio ambiental,  tendo como resultado uma população  capaz de ter uma consciência  para cuidar e resolver  a problemática  ambiental.
Este processo de EA pode ser feito nas escolas ou fora delas, tendo em vista uma conscientização  dos problemas  que atingem  o meio em que as pessoas  vivem,  lembrando  a importância  de minimizar  ou  sanar  tais problemas.
Para que o processo  de EA seja bem elaborado  e efetivo é necessário que se promova o desenvolvimento  de conhecimentos,  atitudes e habilidades a fim de que  se obtenham  as condições  à preservação  e melhoria  da qualidade  ambiental.  Tais processos  da educação  devem estar apoiados  em trabalhos  de grupos nos quais há a interação  e a busca de conhecimentos, sempre  direcionando  fatos  do cotidiano  (vida  real).  Em muitos  desses processos,  para  um melhor  aprendizado,  é necessário  que  se tenha  o envolvimento de atividades práticas nas quais os envolvidos possam visualizar  os resultados  de ações do desenvolvimento  sustentável  no meio ambiente,  seja ele natural ou urbano.

O homem tem a sua práxis, ou seja, o seu pensar e agir, condicionados por fatores externos,  religiosos,  sociais, políticos, econômicos  e ambientais, sofrendo e exercendo influências e interferência  sobre ele. Ele é responsável pelo aumento da demanda de recursos naturais e pela geração de resíduos lançados ao meio ambiente. Disso decorre a crise ambiental, um dos grandes desafios  da  sociedade  contemporânea.  É fundamental  desenvolver  e implantar  mecanismos  de controle  e prevenção  dos  recursos  naturais, principalmente  aqueles  em  que  a ação  do homem  se faz  de maneira inadequada,  degradando  água, solo e ar. Em virtude desses fatores, faz-se necessária  a realização  de atividades  que envolvam  a EA com o propósito de colaborar no processo de preservação dos recursos ambientais. A Educação  Ambiental  deve propiciar  uma percepção  integrada  da natureza complexa ao meio físico-natural  e do meio constituído pelos seres humanos, resultante  da interação  dos aspectos  físicos, biológicos,  sociais, econômicos e culturais.
Transformadora na aquisição de conhecimentos, valores, comportamentos  e habilidades práticas, a partir da reorientação e articulação das  diversas  disciplinas  e experiências  educativas,  para  participação responsável  e eficaz na prevenção  e solução  dos problemas  ambientais  e da gestão da qualidade  do meio ambiente.
A EA contribui para a formação de uma consciência  sobre a importância da qualidade do meio ambiente em sua relação com o desenvolvimento  para o qual a educação  deverá  difundir  conhecimentos  sobre  as alternativas produtivas  menos desgastantes  para o meio ambiente,  e assim fomentar  a adoção de modos de vida compatíveis  com a preservação  da qualidade  do mesmo.  Também  propicia  a compreensão  da educação  ambiental  como resultado  de uma  reorientação  e articulação  das diversas  disciplinas  e experiências  educativas  que facilitam  a percepção  integrada,  causa  dos problemas e não só seus efeitos mais evidentes. Além disso, faculta a todos os membros  da sociedade,  segundo suas modalidades  e em distintos graus de complexidade,  aquisição  de conhecimentos  científicos  e tecnológicos,  o sentido  dos  valores,  atitudes  e a participação  efetiva  na prevenção  e resolução  de problemas  ambientais.  Especial  ênfase  deverá  ser dada  à capacitação  de pessoas  para agir e tomar decisões.
O direito ambiental é o conjunto de leis que tem por finalidade a proteção do bem ambiental. Este é caracterizado por um bem de uso comum do povo que assegure  a ele e suas futuras gerações  uma saída: qualidade  de vida. A esta tutela  podemos  englobar  bens como:  ar, água, solo, fauna,  flora, bens do patrimônio  histórico ou cultural.

O direito ambiental evolui de acordo com a necessidade de assegurar ao meio ambiente uma sobrevivência diante dos impactos ambientais que estes sofriam. As leis brasileiras devem ter em sua dissertação  princípios que não se oponham  às regras ou tratados que o país esteja em apoio.
Com o direito ambiental criou-se base para que a resultante da diagnose ambiental ecológica de acordo com uma legislação específica, principalmente na lei nº. 9.605, de 12 de fevereiro  de 1998 que institui  diversas  leis de crimes ambientais, para se punir e remediar possíveis danos feitos. A diagnose ambiental é um exame feito no meio ambiente com base na observação em que seu resultante pode ser o EIA, RIMA ou AIA.
Ainda sobre direito  ambiental,  o principal  foco pode ser definido  com base no artigo 225 da constituição brasileira de 1988 que assegura a todos: “direito  ao meio ambiente  ecologicamente  equilibrado”.

A mesologia  é uma ciência  intimamente  ligada a estes dois temas,  a educação ambiental e o direito ambiental, pois esta tem como seu centro de estudo  as influências  recíprocas  dos organismos  e do meio em que estes vivem, onde a mesologia  pode estudar os efeitos do desequilibro  ambiental ou dar base para que se possa haver um trabalho de educação  ambiental.

POLÍTICAS PÚBLICAS.  AUDIÊNCIA  PÚBLICA.

A política  pública  brasileira  surgiu  como resultante  da conferência  de Estocolmo  na década de 70. A partir desta, os países envolvidos  passaram a ver os cuidados  com o meio ambiente  e o desenvolvimento  sustentável como uma alternativa para o crescimento  sócio-econômico.  Quando se trata de política pública para o meio ambiente estamos falando de desenvolvimento sustentável, que em outras palavras seria uma base para uma nova orientação  das políticas  existentes  de desenvolvimento  e de seus efeitos diretos e indiretos no meio ambiente. Hoje em dia podemos evidenciar este conceito  de desenvolvimento  sustentável  na retirada  de matérias-primas ou recursos  da natureza.
Neste  meio,  para  que se possa  atingir  uma  condição  satisfatória,  é necessária  uma eficiente  política  de educação  ambiental  para focalizar  o trabalho  dos envolvidos  e toda a população  nas interações  entre o meio físico-biológicos  com as sociedades  e culturas  produzidas.
Como um importante passo dentre as políticas públicas de meio ambiente podemos  citar a introdução  do conceito  de educação  ambiental  como um decreto lei onde se diz: Em seu artigo primeiro define a educação ambiental como processo por meio do qual o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos  e habilidades,  atitudes e competências  voltadas para conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade  de vida  e sua sustentabilidade.  Ainda  enfatiza  a questão  da interdisciplinaridade metodológica e epistemológica da educação ambiental como “componente  essencial  e permanente  da educação  nacional,  devendo  estar presente, de forma articulada em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal” (art. 2º). Reforça a responsabilidade coletiva da sua implementação, seus princípios básicos, objetivos e estratégias. Esta lei fornece um roteiro para a prática da educação  ambiental  e na sua regulamentação (Decreto 4281/02) indica os Ministérios da Educação e do Meio Ambiente como órgãos gestores dessa política. Texto esse baseado no próprio decreto lei que institui a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA–lei 9795/
99).

Após a criação desta lei foi necessário  que todo estado repensasse  e se reorganizasse para que suas ações atendessem às novas diretrizes intituladas  pela lei e às demandas  específicas  que sociedade  precisaria.  No Brasil, as políticas públicas de meio ambiente se iniciaram com as mudanças em órgãos gestores como o MEC, o MMA.
Audiência pública possui um importante papel dentro das políticas públicas de  meio  ambiente,  pois  é através  destas  que  o estado  se  comunica diretamente  com a população que será envolvida nos processos ambientais. Numa audiência  são relatados  os fatos que irão se produzir  sejam  esses por ações do governo  ou empresas  particulares.

PESQUISA  SOBRE  O AMBIENTE  QUE SOFRERÁ  A  INTERVENÇÃO  SÓCIO- AMBIENTAL

A pesquisa  do ambiente  que sofrerá  um impacto  ambiental  deve ser iniciada  com base na observação  do meio e em possíveis  alterações  que este irá sofrer  com a intervenção.  As intervenções  sócio-econômicas  são fatos que constituem  a existência  da humanidade,  visto que durante  seu curso histórico,  o mundo natural existe para benefício  dos seres humanos. Essa concepção  sobre a presença  e utilidade  da natureza  é parcialmente satisfatória. Devido a ser limitada, já que muitos argumentos contra a poluição, o uso de gases prejudiciais  à camada de ozônio, a queima de combustíveis fósseis e a destruição  das florestas podem ser apresentados  em termos do prejuízo causado à saúde e ao bem-estar humanos pelos poluentes ou pelas mudanças  climáticas  que  podem  acontecer  em  decorrência  do uso  de combustíveis  fósseis  e destruição  das florestas.   Como os seres humanos necessitam de um meio ambiente no qual possam sentir-se bem, a preservação desse ambiente pode constituir um valor, dentro de um referencial  moral  centrado  no humano.   Com isto surgiu  uma crescente necessidade  de um equilíbrio  sócio-ambiental.
As pesquisas de um ambiente são focadas em elementos em longo prazo, elementos esses que muitos ambientalistas consideram como herança planetária, já que estas alterações serão prejudiciais não somente à geração existente  como às gerações  futuras.
As pesquisas  sobre  a intervenção  sócio-ambiental  devem  levar  em consideração  fatores  como:  o meio,  seres  de outras  espécies  que  são igualmente  capazes de sentir dor, de sofrer, e cujas vidas podem ir bem ou mal, que as alterações  (antrópicas)  nos ecossistemas  provocam  mudanças em todo o planeta causando malefícios aos seres animados e inanimados  e, de acordo com o tempo, a natureza se defende das agressões (com resultados locais como enchentes  ou muitas vezes catastróficos  como ciclones).

Com o estudo do ambiente podemos focar os trabalhos a serem realizados neles para que estes possam ser amenizados,  ou até mesmo neutralizados em longo prazo.

O PLANEJAMENTO DA  AÇÃO  DE INTERVENÇÃO

O planejamento consiste em uma resultante das ações do acompanhamento  da pesquisa  sócio-ambiental.  Geralmente  o planejamento de ações da interferência  no ambiente  é baseado  nas resultantes  do EIA.
Um planejamento  de ação deve conter respostas práticas para possíveis alterações no meio, em que se possam amenizar esses impactos na aplicação de um projeto, tendo em vista a questão sócio-ambiental.

A  OTIMIZAÇÃO   DE PROJETOS  PEL A  CONSERVAÇÃO   AMBIENTAL  E QUALIDADE DE VIDA.

Esta otimização pode ser eleita com uma forma de melhor aproveitar os projetos ou estudos que zelam pelo bem estar do ambiente e com isso uma boa qualidade de vida, visto que pode ser dito que um ambiente ecologicamente  equilibrado  resulta em um ambiente  propício  ao bem estar da vida humana.  Podemos  definir estes projetos  de conservação  de forma que produza e divulgue informações propositivas às políticas públicas e ações do poder  público  voltadas  à defesa  dos direitos  coletivo,  da proteção  e conservação  do patrimônio  ambiental,  podendo ser expostas  em audiências públicas.

Dentre esses estudos para a otimização  de um projeto podemos citar o
Programa de Política e Direito Sócio-ambiental (PPDS) que está em uso desde
2003.  Este  programa  é resultante  da união  de três  linhas  de ação  já existentes.  O programa  tem como objetivo  assegurar  via legal os direitos relativos  ao meio  ambiente  natural  referente  às populações  existentes nessas  áreas  (populações  indígenas).  Tem  a tentativa  de assegurar  às populações  indígenas  os direitos à boa qualidade  de vida em seu ambiente
natural.

LEITURA COMPLEMENTAR

Agora, no site do Planalto, faça a leitura na íntegra da lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981.
Acesse http://www.planalto.gov.br/ccivil/Leis/L6938org.htm. São as leis sobre Política  Nacional  do Meio Ambiente,  seus objetivos,  sistema, conselho e instrumentos  a que esta se refere. Alguns trechos foram vetados ou redigidos,  ou ainda, modificados  por leis mais atualizadas.
Observe as tabelas a seguir que apresentam valores atribuídos aos serviços e produtos realizados pelo Instituto Brasileiro do meio ambiente e dos recursos naturais renováveis – IBAMA.


(Incluído pela Lei nº 9.960, de 2000)

TABELA DE PREÇOS DOS SERVIÇOS E PRODUTOS COBRADOS PELO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA

(Incluído pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000)
Atividades  potencialmente  poluidoras  e utilizadoras  de recursos  ambientais

Finalize com a leitura da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro  de 1998 que discorre  sobre as sanções  penais e administrativas  derivadas  de condutas e atividades  lesivas ao meio ambiente.

http://www.gestaoambiental.com.br/   -   Gestão    ambiental    e
Desenvolvimento  Sustentável.

http://www.ipea.gov.br/ - Instituto  de Pesquisa  Econômica  e Aplicada  – Ministério  do Planejamento,  Orçamento  e Gestão (MPOG).

UNIDADE 3




POLUIÇÃO  AMBIENTAL NATURAL

Por definição,  poluição  é todo o material  ou sujeira prejudicial  à saúde dos seres vivos e dos ambientes naturais ou urbanizados. A poluição ambiental natural é aquela que ocorre como conseqüência dos processos naturais de ecossistemas  ainda inalterados ou pouco alterados pelo homem.

Segundo  Fellenberg  (1980,  p.17),  os seguintes  elementos  ambientais o exemplos  de poluição  natural:  ; pólen e esporos;  óleos essenciais (na atmosfera);  micotoxinas  e fitoplancto-toxinas  (toxinas).
As plantas fanerógamas o aquelas em que os órgãos sexuais ficam expostos  (sem ou com flor e fruto). Os ventos ajudam  na polinização,  ou seja, na reprodução  sexuada  porque  há intercâmbio  de genes.  Os pólens são transportados pela atmosfera. Eles são outro exemplo de poluição natural
atmosférica  que pode provocar  reações  alérgicas  no nariz e nos olhos.




Lei mais  sobre  as plantas  fanerógamas  em http://educar.sc.usp.br/
ciencias/seres_vivos/seresvivos4.html.



As bactérias se tornam esporos quando formam uma parede celular que as protege de ambientes inóspitos à sua sobrevivência. Quando há pouco alimento ou outros fatores ambientais limitantes, além de elaborarem uma “carapaça resistente”, elas reduzem, substancialmente, o processo metabólico  e vivem de forma bem latente, até que as condições ambientais voltem  a ser favorável  ao seu desenvolvimento  e perpetuação.  Este é o estado de “dormência, atras do qual o metabolismo celular fica bem minimizado,  com a economia  de energia e reserva alimentar.  Desta forma, as bactérias sobrevivem em poeiras acumuladas nos ambientes. Na atmosfera, elas podem ser absorvidas por nós, através da respiração, causando infecção. Existem bactérias que são responsáveis  pela pneumonia.

DICA


Os pinheiros o plantas coníferas, que armazenam óleos etéreos (terpenos  e ésteres   óleos essenciais)  em seus troncos  e folhas. Quando elas desprendem muito óleo terpeno, as reações fotoquímicas formam partículas semelhantes a uma neblina ou névoa, na região atmosférica. O acúmulo desta neblina parece smog e os terpenos em excesso são prejudiciais à saúde, podendo causar irritações no trato respiratório. Por outro lado, possuem atividades inseticidas, que é uma alternativa química para o controle de insetos.  A sua importância  ecológica  como defensivos  de plantas  está bem definida,   que são tóxicos a várias espécies  predadoras  de vegetais. Os limonóides o os terpenóides mais representativos como protetores naturais. São, inclusive, larvicidas, porque podem combater as larvas de Aedes aegypti, visando a erradicação  da dengue.





Os microorganismos o os maiores responsáveis pela contaminação ambiental. Os alimentos são a matéria-prima utilizada pelos fungos para a produção das micotoxinas, substâncias tóxicas que eles segregam aos vegetais  superiores,  aos animais  e ao homem.  Mesmos  que haja ausência total de parasitismo (associação desarmônica entre organismos de espécies diferentes, que pode gerar a morte gradual do hospedeiro. Por exemplo, os antibióticos produzidos por fungos impedem a multiplicação das bactérias). Fungos produtores de aflatoxinas, da espécie Aspergillus flavus, se desenvolvem em quase todos os alimentos. A formação destas substâncias depende  do tipo de alimentação  e da velocidade  de crescimento  do fungo. Os fatores  físicos apropriados  para a proliferação  desta espécie  de fungos são: temperatura  igual a cerca de 30ºC e umidade relativa do ar em torno de 75%. Os alimentos contaminados  são resistentes ao calor. Nem a fervura e nem o cozimento  são suficientes  para recuperá-los.  As aflotoxinas  são de um grupo de toxinas carcinogências  responsáveis por, principalmente,  câncer de fígado e danos ao rim, baço e estômago.
Ainda segundo Fellenberg  (1980),  quanto à profilaxia  contra os ataques dos fungos,  que inclusive  geram deformações  em vegetais  superiores,  nas raízes e nos rebentos, recomenda-se a conservação dos alimentos sob refrigeração em muito baixas temperaturas e o emprego de fungicidas nas plantações.


Normalmente, as sementes recebem um tratamento prévio com fungicidas para se evitar a contaminação. Porém, as substâncias empregadas são venenosas para s e o uso incorreto pode poluir os solos e as águas superficiais.
A política de qualidade da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) garante a qualidade sanitária dos produtos alimentícios. Como já foi mencionado, o fitoplanctôn é composto por micro-vegetais, que o a produção primária do ciclo alimentar da comunidade planctônica. Em condições ambientais  propícias, pode haver um aumento da reprodução  (multiplicação em massa ou “boom”) destas micro-algas, inadequado à qualidade ambiental. O aporte de muitos nutrientes, temperatura, luminosidade (fotossíntese), salinidade, entre outros fatores, favorecem este estado. Lembra? Mas a grande quantidade de algas que utilizou o alimento disponível libera substâncias para o meio aquático após os seus processos metabólicos. Essas substâncias, em abundância, tornam-se tóxicas, portanto, prejudiciais à sobrevivência  das próprias  algas e de outros organismos  da cadeia trófica. Tanto da região superficial, das águas continentais, costeiras marinhas e oceânicas; da região nerítica, da plataforma continental (parte do ambiente marinho); como das águas mais profundas dos mananciais, lagos, lagoas, lagunas (mais internas e costeiras, dos continentes), mares e oceanos (região
pelágica = marinha).




Para mais explicações sobre o que significa região nerítica consulte www.ambientebrasil.com.br.

















Essas  substâncias  tóxicas,  provenientes  da produção  do fitoplâncton, o chamadas de fitoplancto-toxinas. Elas podem alcançar o organismo humano de muitas maneiras porque se acumulam, por exemplo, em moluscos e peixesque o consumidos  por nós. A contaminação  por essas toxinas nos conduz à questão da poluição antropogênica. O despejo de material orgânico, através dos esgotos, altera as características  ambientais e propicia a proliferação desordenada das espécies fitoplanctônicas tóxicas. A espécie Gymnodimiun sanguineum é responsável pela Maré Vermelha, que se forma devido ao excesso  de reprodução  dessas micro-algas,  gerando  um “boom”

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das  mesmas,  com  a liberação  de fitoplancto-toxinas  e a conseqüente mortandade  de peixes, prejudicando  o ciclo da cadeia alimentar e da vida.






POLUIÇÃO  AMBIENTAL  ANTRÓPICA

Apesar das inúmeras divulgações de informações e dados sobre a necessidade de preservarmos os recursos naturais, o homem continua utilizando a natureza como se o fosse parte dela. O nosso manejo dos elementos naturais ainda é irracional porque ainda estamos degradando o ambiente. A poluição ambiental antrópica pode atingir o ar, a água e o solo.

Quando as propriedades naturais da atmosfera ficam alteradas por agentes externos, podemos dizer que a poluição atmosférica se consumou como conseqüência  das atividades  e dos produtos humanos.  As indústrias,  fábricas de papel e cimento e refinarias de petróleo emitem enxofre, chumbo e outros metais pesados (além dos resíduos sólidos que veremos posteriormente). No entanto os veículos  automotores  são os maiores  responsáveis  pela emissão de gases tóxicos como o monóxido de carbono, o dióxido de carbono, o óxido de nitrogênio, o dióxido de enxofre e derivados de hidrocarbonetos  e chumbo.

As poeiras  o  partículas  com  dimensões  o  pequenas  que  ficam suspensas no ar. As usinas termoelétricas  alimentadas  com carvão, indústrias de cimento e alguns ramos da indústria química, além dos veículos automotores, para Fellenberg  (1980, p.31), o algumafontes de poeiras não-metálicas. As pastagens,  os desmatamentos  e os desertos  também  o responsáveis por este tipo de poluição  por causa  dos ventos.  Os solos  empobrecidos enfraquecem  a cobertura  vegetal e possibilitam  a formação  de nuvens desta poeira em questão. Constantemente,  a nossa
atmosfera é atingida pela poeira cósmica, mas a sua quantidade é muito reduzida quando comparada  com a que é produzida  por nós. As irritações crônicas das mucosas provêm dessa poluição com a sua penetração nos pulmões e sedimentação nas vias respiratórias. O pó de asbesto de parte dos freios e embreagens dos veículos gera câncer nas vias respiratórias. A poeira comum de beira de estrada depositada nas folhas impede a realização da fotossíntese porque bloqueia a absorção da luz natural com a forte reflexão dos raios do sol.


Na poeira metálica (que contem metal e seus derivados),  o chumbo é o elemento  químico metálico mais tóxico. Os utensílios  domésticos,  traços de chumbo,  fundição  de chumbos  e indústria  de plásticos,  em quantidades maiores, são exemplos  de fontes dessa poluição.  Como este metal é muito denso, o gás industrial  o transporta  por poucos quilômetros  apenas e este composto  é sedimentado  rapidamente.  Quando  assimilado  pelo  trato digestivo,  é parcialmente  absorvido  pelo estômago  e pelo intestino.  Porém, a porção que representa maior risco à saúde é a sua forma química, que se concentra no ar. O pulmão
a assimila mais rápida e completamente do que o trato digestivo.  Ela entra na circulação sanguínea e se distribui por todo o organismo, podendo provocar danos ao sistema nervoso central. Como conseqüência, pode gerar estados de agitação,  epilepsia,  mal
de Parkinson  e paralisia.



As partículas  coloidais  sólidas  quse apresentam  na fumaça  ficam misturadas  às gotículas  de líquidos  e vapores.  o muitas  as formas  de fumaças poluidoras  produzidas  pelo homem. A mais comum é a do cigarro. As folhas do tabaco são preparadas  para sempre  apresentarem  certo grau de umidade que impede a imediata e completa queima do cigarro quando o mesmo é acendido. Por isso, não formação de chamas. Junto com o vapor d’água,  que  se forma  e fica  aquecido,  ocorre  a destilação  dmuitos elementos  químicos  fisiologicamente  ativos.  Dentre  os  que  existem, predominam nicotina, monóxido de carbono, benzopireno e alguns derivados, alcatrão e fuligem. A ressorção  destes componentes  voláteis ocorre com a inalação  realizada  pelo hábito  de fumar.  Atras  das vias respiratórias, atingem  os brônquios,  os alvéolos  pulmonares  e os eritrócitos.  Como conseqüência,  surgem o catarro, o câncer (nos brônquios e nos pulmões) e a constante  sensação  de
cansaço. Pelo plasma sangüíneo, chegam ao coração, ao cérebro, ao córtex supra-renal e ao útero. A hipertensão, o enfarte, a euforia, as úlceras, a trombose, a pulsação alta e os nascimentos prematuros ou morte de fetos, são outros danos causados à saúde.








Ressorção = absorção pelo sangue.


Pouca quantidade de cigarros é suficiente para poluir o ar de um ambiente pequeno. Quando o cigarro não era proibido em recintos fechados, cerca de
2,5% da hemoglobina de fumantes passivos ficava combinada com monóxido
de carbono (CO). As outras substâncias nocivas também podem igualmente comprometer  a saúde daqueles  que o o fumantes  e inalam  a fumaça exalada  pelas pessoas  viciadas.  Sob este aspecto,  este vício foi, por muito tempo, uma questão ambiental  preocupante.  Atualmente,  esta problemática está resolvida  com relação aos lugarepúblicos  de interesse  comucomo os ônibus, restaurantes, cinemas, shoppings, entre outros. Levando-se em consideração o gasto com a saúde pública, as despesas decorrentes do tabagismo podem ser altas com hospitalização, tratamento, invalidez e morte.

Os gases o substâncias que, nas condições normais (temperatura ambiente e pressão de uma (1) atmosfera), se apresentam no estado gasoso e o condensam. Os vapores o os gases que podem se condensar em condições ambientais normais como o vapor d’água, por exemplo. O dióxido de carbono ou gás carbônico (CO2) e o monóxido de carbono (CO) são gases produzidos  em grande  quantidade.

O monóxido de carbono é um s muito tóxico e a sua atividade fisiológica se baseia na sua capacidade de combinação com a hemoglobina e a conseqüente redução do oxigênio no organismo. Isto pode ocorrer nos eritrócitos (sinônimo de hemácias, células vermelhas ou glóbulos vermelhos) enquanto  o CO2 é acumulado  nas células,  podendo  ocasionar  uma acidose no citoplasma (plasma de uma célula), com distúrbios metabólicos. As plantas o bem resistentes  às concentrações  de CO, que o consideradas  altas (em torno de 1%), enquanto o homem e os animais são muito sensíveis ao mesmo.  Quando o monóxido  de carbono  possui a concentração  de 60 ppm no ar, uma quantidade  equivalente  a 10% de carboxihemoglobina  se forma no sangue. O ser humano reage apresentando  indício de dificuldade visual e dor de cabeça leve. Em casos mais estremados,  para o teor de 660 ppm do mesmo, passamos a ter 50% de carboxihemoglobina  em nossa circulação sanguínea, ocasionando graves reações como paralisia, bloqueio das funções respiratórias  e coma.


As atividades humanas também poluem a nossa atmosfera com emissões gasosas  ácidas, que são compostas  por gases caracteristicamente  ácidos e que o capazes  de formar  gases ácidos.  O dióxido  de enxofre  (SO2),  o fluoreto de hidrogênio (HF) e o cloreto de hidrogênio (HCL) são gases ácidos característicos.  O SO2 se origina  a partir do aquecimento  de minérios  do grupo dos sulfetos e da fabricação de fertilizantes, celulose e ácido sulfúrico. O petróleo e o óleo combustível contêm enxofre, em proporções variáveis, conforme a origem. O HF se desprende de fundições de metais pesados e alumínios;  e de indústrias  de vidro, esmaltes,  porcelana  e fertilizantes.  O HCL se forma nas indústrias de fertilizantes,  de esmaltação  e porcelana,  de eletroquímica  e na combustão  de materiais contendo cloro, como cloreto de polivinila (PVC). Todos formam ácidos quando com a presença de água. No homem, eles atacam as mucosas e os alvéolos pulmonares. Em casos graves, há perda de sangue  pelos alvéolos.




O dióxido  de enxofre  junto com o dióxido  de azoto formam  as chuvas ácidas, que têm o pH baixo, com o valor igual a 4,5.

O HF pode ser assimilado pelo trato digestivo. Ele penetra na corrente sanguínea,  provoca  a diminuição  do número  de eritrócitos,  bloqueando  a ação das enzimas responsáveis pela degradação oxidativa de glicídios durante a respiração celular. Por isso a fluoretação da água potável para o endurecimento  destes é contra-indicado.  É mais adequado  o uso de pasta dental  fluoretada.
Nos vegetais, o SO2 bloqueia a fotossíntese pela destruição das clorofilas a e b. Assim como o HCL, através da redução da síntese de clorofilas, prejudica o mesmo processo fotossintético relativo às plantas autotróficas (fitoplâncton).
A reação de oxidação é uma reação química característica de gases oxidantes. São eles os óxidos de nitrogênio [monóxido de nitrogênio (NO) e dióxido de nitrogênio (NO2)] e ozone. As suas principais fontes são o motor de combustão,  além das indústrias de ácido nítrico e sulfúrico. Estes óxidos sofrem transformações que levam à formação de ozone (O3). Os raios ultravioletas,  mais energéticos,  podem decompor  facilmente  o NO2 em NO,


formando a espécie química O, muito reativa. Esta reage com o oxigênio atmosférico  e ozone:
NO2 —UV—> NO + O O + O2 ———> O3
Isto ocorre na Camada  de Ozônio,  situada na estratosfera.  Ela tem a
função protetora  porquabsorve  a maior parte dos raios UV, provenientes do Sol. Se toda a radiação solar UV alcançasse a superfície terrestre, teríamos muitas ocorrências  de afecções  dermatológicas  e câncer de pele, sobretudo nos indivíduos de raça branca. A raça negra é menos sensível aos raios UV.



Lipossolúveis = solúveis em gorduras































Smog: do inglês, deriva das palavras smoke = fumaça e fog = neblina, nevoeiro.

Os gases oxidantes são nocivos à saúde humana, pois causam intoxicação e edemas pulmonares. O ozone e os óxidos de nitrogênio são lipossolúveis, portanto,  podem  penetrar  profundamente  nos alvéolos  pulmonares,  além de poderem provocar a desnaturação de proteínas, tornando porosas e ainda mais permeáveis as paredes dos alvéolos e capilares. Os primeiros são lentamente preenchidos com plasma proveniente dos vasos capilares. Os pulmões acumulam lentamente um líquido espumoso, propiciando o edema pulmonar,  com a conseqüente  morte por sufocação.
Nas plantas, tais gases também alteram a permeabilidade das membranas celulares, mas não de modo tão grave como no homem. As clorofilas e os carotenóides  são destruídos, o que diminui a capacidade fotossintética.  Além de bloquearem  a troca gasosa e impedirem  a abertura  dos estômatos  das folhas. A transpiração, o transporte de materiais, a fotossíntese e a respiração ficam comprometidas.
A grande reatividade dos óxidos possibilita a formação de smog [aerossóis e nitrato de peroxiacetila (PAN)]. Este é decorrente das dimensões de suas partículas, uma solução coloidal como a poeira e a fumaça. O acúmulo de diferentes tipos de substâncias do smog e a influência de fatores ambientais diversos  provocam  variados  efeitocombinados  no homem,  nas plantas  e no meio ambiente. Exemplos: em 1952, em Londres, durante uma inversão térmica,  um smog mato4000 pessoas.  Uma concentração  relativamente baixa de SO2 tornou-se  nociva por causa da elevada concentração  de poeira em suspensão no ar. O SO2 adsorvido (= aderido numa superfície) por partículas de pó penetra até os alvéolos pulmonares e as paredes dos capilares sofrem corrosão, formando edemas mortais no pulmão. O smog sem o pó e este sem o SO2 teriam sido inofensivos à saúde humana; o PAN existente neste conhecido   nevoeiro  também
prejudica  a fotossíntese,  porque
bloqueia o crescimento das plantas; muitos componentes juntos podem acarretar na interferência de um sobre o outro, resultando numa diminuição da atividade de cada um deles. Por isso é importante se avaliar corretamente a ação da combinação de fatores químicos contaminantes.


O elemento químico eteno é um composto orgânico que ocorre no smog. As suas fontes podem ser o gás de iluminação, o craqueamento  de petróleo e os gases  de escape  de veículos  motorizados.  Pequenas  concentrações dele já o suficientes para danificar muitas plantas. Sistemas biológicos, animais  ou vegetais,  em alguns  casos,  podem  possuir  uma sensibilidade muito maior para registrar  processos  e/ou fenômenos  do que técnicas  de análise química ou física. Por outro lado, a análise físico-química permite resultados que reproduzem características mais próximas da realidade pontual  da coleta de amostras.
As emissões  e imissões  são caracterizadas  por conceitos  bem definidos como: “concentração máxima de emissão” (CME), que determina a quantidade máxima de substância tóxica que pode ser emitida para a atmosfera; e “concentração máxima de imissão (CMI), que determina sobre as concentrações toleráveis e o prejudiciais à saúde do homem, animais e vegetais.  Os padrões  adotados  para a definição  dos agentes  poluidores  e os critérios  para a aferição  dos poluentes  e seus efeitos  sobre  os seres vivos possibilitam a identificação das fontes de poluição atmosférica. Em cidades muito poluídas, os distúrbios conseqüentes das contaminações por substâncias  tóxicas  do ar o agravados  pela inversão  térmica,  típica do período de inverno, quando uma camada de ar frio se forma na alta atmosfera, aprisionando o ar quente e bloqueando a dispersão dos elementos toxicogênicos.




A atmosfera é um recurso natural muito compartilhado pelo mundo inteiro e os efeitos negativos da poluição também o rápida e globalmente sentidos.
O mar representa 97% de toda a água existente na Terra. A poluição da água representa  um aspecto muito inquietante  da degradação  antrópica do meio natural. O fluxo aquático  subterrâneo,  localizado  abaixo das camadas mais profundas  do solo, dificilmente  é atingido  e poluído.  A contaminação das águas continentais mais superficiais e oceânicas é um problema contemporâneo  de extrema gravidade. A poluição aquática se processa num ritmo muito mais alarmante que o referido sobre a poluição atmosférica. O número de despejos nocivos é muito maior que os poluentes  emanados  na


atmosfera.  As águas residuárias  urbanas,  agropecuárias  e industriais;  as de lavagem de petróleo e derramamento de óleo são alguns exemplos das principais  fontes dos poluentes.

Dos despejos  dos grandes  centros  urbanos  destacam-se  os provindos de seus esgotos, através dos quais também o lançados restos de alimentos, sabões e detergentes, além dos detritos orgânicos. Os detergentes  sintéticos,  de utilização  doméstica,  são uma forma de poluição grave porque  foram produzidos  com substâncias  orgânicas  complexas  de difícil biodegradação. Os seus fosfatos e polifosfatos são elementos químicos limitantes ao desenvolvimento de algas e bactérias. Portanto, são os principais responsáveis pela eutrofização da água. Além disso, reduzem a tensão superficial da água e formam espuma na superfície desta. Os coliformes fecais também representam risco contra a saúde da biota aquática e do homem, embora possam ser mais facilmente degradados por bactérias quimiossintetizantes. Em ambiente aquático contaminado  com matéria de origem fecal, a Escherichia  coli é a responsável  pela degradação  das fezes. O seu habitat natural costuma ser o lúmen intestinal  dos seres humanos  e de outros animais de sangue quente. Por isso, primeiramente é feita a contagem de bactérias coliformes e depois é quantificado  o número total contido em um conhecido volume d’água. Temos, assim, o “índice de coliformes
fecais, que é o critério mais importante  para a avaliação de qualidade.


DICA

Acesse o site http://pt.wikipedia.org/wiki/Escherichia_coli para obter mais informações  sobre biodegradação  e a bactéria Escherichia  coli.


Poluentes como as substâncias orgânicas, detergentes e produtos de limpeza, servem de substratos para microorganismos, possibilitando a colonização  e o desenvolvimento  dos mesmos.  Em águas  muitpoluídas ocorre a eutrofização [água hipertrófica com excessiva quantidade de nutrientes presentes na coluna d’água e a quantidade anormal de microorganismos que praticam a oxidação biológica (= biodegradação = decomposição  biológica)].  A decomposição  destes materiais  e de CO2 tem como conseqüência  um consumo  maior de oxigênio.  Todos os organismos que precisam do oxigênio para viver são levados à morte e os seus restos fornecem ainda mais alimentos para as bactérias anaeróbias, que normalmente só existem em pequenas quantidades. Elas decompõem substâncias orgânicas em ausência de oxigênio com a formação de metano (CH4), amônia (NH3), dissulfeto de carbono (CS2) e gás sulfúrico (H2S), dos chamados  gases de putrefação.  Estes gases são bem tóxicos para os seres vivos, inclusive o homem, pois exterminam a existência dos animais aeróbios (os peixes morrem), além de comprometerem a atmosfera, porque esses elementos químicos também contribuem  para a formação de chuvas ácidas.
Os fertilizantes, os pesticidas e outros produtos químicos das águas residuárias de origem agropecuária atingem outras águas por percolação, lembra?  São as águas de escorrência  que percorrem  os espaços  vazios do solo, existentes entre as argilas. É desta forma que chegam aos rios, mares


e, eventualmente, ao mar. Os elementos químicos, como o chumbo (Pb), o mercúrio (Hg), o cobre (Cu), o zinco (Zn), o crômio (Cr), o níquel (Ni) e o cádmio (Cd), são altamente tóxicos e mesmo assim são despejados nos rios e mares.
O petróleo, na sua forma bruta, é uma grande mistura de hidrocarbonetos saturados e insaturados. Esta mistura é utilizada para a obtenção de óleo combustível, gasolina de diferentes tipos, parafina, medicamentos, cosméticos,  fibras têxteis, plásticos  e muitos outros produtos.
A indústria do petróleo aumentou bastante a sua produção. Como também a poluição por este produto. Nas regiões oceânicas, mais profundas dos mares, que ocorrem após a plataforma continental, a partir do talude, navegam petroleiros. Estes, em suas viagens de retorno, lavam os seus tanques e suas águas de lavagem poluem o mar com os resquícios de petróleo e seus  derivados.  Por isso,  zonas  marítimas  onde  estas  operações  são
permitidas  foram delimitadas  em convenções  internacionais.





O petróleo é hidrófobo e se espalha na superfície formando uma fina película, após a evaporação dos componentes voláteis. Os menos voláteis permanecem  flutuando como uma massa viscosa. Assim, fica prejudicada  a troca gasosa entre a água e o ar, com o ambiente aquático completamente alterado.  As bactérias  capazes  de degradá-lo  biologicamente  podem  ser uma alternativa de combate contra esse contaminante.  Este tipo de poluição provoca a mortandade de várias espécies da cadeia alimentar e aves marinhas.  O seu refino também possibilita  o seu despejo.

As substâncias  inorgânicas  liberadas  por muitas  indústrias  de vários ramos o igualmente problemáticas. Os metais pesados o os predominantes.  Eles são muito reativos e basta uma pequena concentração para trazerem efeitos adversos à água. Como, também, possuem a singular propriedade de serem precipitados por sulfetos. Participam da bioacumulação porque se acumulam atras da cadeia alimentar (Trófica, lembra?) e os predadores  apresentam  a maior concentração.
O mercúrio, um dos metais pesados, é empregado como catalisador na fabricação  de acetileno  e como  cátodo  (pólo  negativo),  eprocessos

Hidrófobo = não é solúvel na água.


eletrolíticos industriais. Como composto organo-mercúrio, é utilizado na indústria  da madeira  e na agricultura  (agente  de proteção  das sementes contra bactérias e fungos). Em 1953, uma indústria de acetileno,  localizada na ilha de Kyushu, Japão, depositou detritos de mercúrio na baía de Minamata. Este foi consumido pela cadeia trófica aquática. Os peixes e moluscos ficaram poluídos com um nível de toxicidade alto e intolerável para os homens. Principalmente  os pescadores tiveram sérios problemas de saúde e uma média de 38% das pessoas atingidas faleceram. Elas tiveram uma paralisação  progressiva  dos órgãos  dos sentidos,  que se principiava  pelas mãos e pelos pés e se propagava por todo o corpo. Outros sintomas foram identificados, como: lesões renais, tremores musculares, irritabilidade, distúrbios da fala, perturbações  do sono, fraqueza de memória e diminuição da capacidade  de concentração  mental.
As fontes de poluição por cádmio podem ser os fosfatos usados como fertilizantes, na indústria metalúrgica do zinco e em muitos processos de combustão. Também no Japão, pela primeira vez, foi observada uma estranha atrofia do esqueleto, muito dolorosa, provocada por intoxicação crônica com cádmio.  Inicialmente,  as vítimas  eram acometidas  por uma diminuição  do olfato e pela formação de um anel amarelo no colo dos dentes. Posteriormente, a medula óssea ficou afetada com a redução dos glóbulos vermelhos e a crescente remoção de cálcio dos ossos. A deficiência de cálcio no tecido ósseo foi o fator responsável  pela redução de até 30% do tamanho do esqueleto.
Outros metais pesados que, freqüentemente, o provenientes das indústrias, são diretamente prejudiciais ao homem. Dois mecanismos de ação são fundamentais à explicação sobre os processos de intoxicação e surgimento de seus sintomas.  Primeiramente,  este poluente  forma complexos  com os grupos  funcionais  de muitas  enzimas  (formação  de quelatos)  e as partes das enzimas responsáveis por determinados processos metabólicos são bloqueadas.  Porque  a placenta  é permeável  aos metais  pesados,  muitos fetos foram afetados. Portanto, muitas crianças nasceram com sérios defeitos no sistema nervoso após a catástrofe de Minamata. O segundo mecanismo envolve as membranas celulares, com as quais estes metais podem se combinar  e ocasionar  as alterações  de suas estruturas.  O transporte  de íons e substâncias  orgânicas  essenciais  à manutenção  dos processos  vitais fica prejudicado.


A seguir, temos a relação dos ramos industriais e de alguns dos poluentes
metálicos  (metais  pesados)  que são emitidos:


Ramo Industrial

                      Metais pesados                       Cd   Cr         Cu            Hg            Pb            Ni             Sn            Zn

Papel                                                                    X          X        X        X       X                 X Petroquímica       X               X                                                                           X  X                 X        X Ind. de Cloro e KOH (eletrolítica)                                                                                     X   X                    X       X               X        X Fertilizantes        X               X                                                                        X     X        X        X                X Refinarias de petróleo           X               X                                                                         X                         X        X                  X Usinas siderúrgicas    X               X                                                                         X     X         X        X       X       X Ind. de metais não ferrosos                                                                                          X            X        X        X       X        X        X Veículos automotores e aviões                                                             X     X         X        X        X                 X Vidro, cimento e cerâmica                                                                                X
Indústria têxtil                                                     X Indústria de couro   X Usinas termoelétricas                                                    X

Sendo:

Cd = cádmio Cr = crômio Cu = cobre
Hg = mercúrio Pb = chumbo Ni = níquel
Sn = estanho
Zn = zinco


Os pesquisadores ainda estão descobrindo sobre os efeitos das intoxicações lentas e contínuas por metais pesados e suas influências em doenças contemporâneas como nervosismo, baixa resistência a infecções, câncer e outras. O comportamento desses poluentes ainda o pode ser controlado e, muitas vezes, a presença deles é identificada na biota após anos ou decênios.
Conforme  a descrição  sobre os processos  nocivos à qualidade  da água, foi citada a principal forma de poluição do solo: a aplicação de fertilizantes e pesticidas,  que percolam para as águas, pelos espaços intersticiais  do solo, após poluírem o mesmo. As chuvas e as águas de escorrência  transportam os poluentes  para as suas camadas  mais profundas.  As técnicas  modernas estão contaminando  os solos cultivados de maneira irremediável  a ponto de colocar a produção agrícola sob o risco de ficar comprometida em longo prazo.
Conforme Fellenberg (1980), os fertilizantes são utilizados para enriquecer o solo com nutrientes químicos necessários ao bom desenvolvimento das culturas.  O crescimento  demográfico  e a demanda  de consumo  conduziram o homem a otimizar as colheitas com o máximo de rendimento por área específica.  Portanto,  tornou-se  necessário  devolver  ao solo os nutrientes que foram subtraídos pelas raízes. Como é muito caro purificar os fertilizantes, eles são aplicados  com compostos  químicos tóxicos que se concentram  nas


camadas  superiores,  onde se encontra  a maior parte do sistema  de raízes das plantas. Este manejo inadequado  compromete  os vegetais e o restante da biota, inclusive  os microorganismos,  todos responsáveis  pela fertilidade do próprio  soloAs suas características  físicas  e químicas  se modificam
propiciando a desertificação.


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Consulte  na internet sites sobre desertificação.




Os inseticidas, os fungicidas e os herbicidas são exemplos de pesticidas usados para combater pragas peculiares às plantas consumidas pelo homem. Eles são igualmente nocivos, poluidores, e afetam muitos seres vivos embora o objetivo seja destruir um número limitado de espécies.


DESIGUALDADE   SOCIAL  E POBREZA

A desigualdade  social e a pobreza  são frutos do desenvolvimento  da nossa sociedade  muito materialista,  capitalista,  imediatista  e globalizada.
Vejamos  porque esta questão  foi incluída  nesta unidade.

Como foi definida  inicialmente,  a poluição  é todo o material  ou sujeira que degrada o meio ambiente. Neste caso, o material é imaterial considerando- se  que  o  agente  poluido r,  primeiramente é  a  nossa  cultura  de desenvolvimento social. O mundo pós-moderno globalizado da nossa organização cultua o individualismo na busca pelo bem estar e pela satisfação do acúmulo de riquezas. Os conceitos que visavam nortear ações pela qualidade  de vida foram  transformados  em práticas  que aumentaram  os índices de desigualdade  social. Um exemplo disso é a favelização. A pobreza é a principal conseqüência desta realidade. É uma problemática histórica, através da qual muitos o m acesso aos bens mais essenciais à vida. Podemos, então, considerar que aqueles que vivem na pobreza, ou em condições abaixo da pobreza, o seres que estão sendo altamente degradados  em nossos  sistemas  urbanizados.  O nosso “poluente cultural foi produzido  pela história  das relações  sociais das nossas organizações.


Que tal pesquisa um pouco sobre a favelização? Consulte livros na biblioteca mais próxima.





VIOLÊNCIA

A violência  pode ser considerada  um outro fator de poluição ambiental porque  também  causdanos  aos seres vivos e objetos,  inclusive  a nós, seres humanos. É um ato que contraria a autonomia, a integridade física ou psicológica e a vida, com o uso da força que desrespeita os direitos alheios. O nosso limite comportamental  deveria terminar  onde começa o direito do próximo. A violência até pode ser uma doença ou patologia social, mas ainda é considerada  uma reação  a uma causa,  um sintoma  de que os valores estão muito invertidos enquanto a vida está banalizada e a conquista imediata d ben valorosos
monetariamente está sendo priorizada. A fome e a pobreza, provindas da desigualdade social, o algumas fontes deste comportamento nocivo à qualidade de vida e à sobrevivência de toda a biota das teias alimentares do nosso  planeta.


DIREITOS HUMANOS

Nas organizações sociais há uma diversidade de interesses que são administrados  pelos poderes executivo, legislativo e judiciário, sem os quais seria muito difícil preservarmos  os direitos humanos. Dos que são regidos pela legislação, responsável pelo direcionamento das intervenções permitidas aos atores representativos  da sociedade,  podemos  enfatizar  o direito  de viver e o direito à prática da cidadania.

Vivemos com dignidade quando temos o alimento, a moradia, a saúde e a educação. Possuímos, então, o direito de desenvolver a nossa criatividade


visando  o aprimoramento  das nossas  potencialidades.  Quando  acessamos o conhecimento  acadêmico,  nos preparamos  para constantemente  atualizar a nossa forma de olhar, pensar e sentir sobre o ambiente onde vivemos e freqüentamos. Portanto, nos tornamos identidades sociais capazes de igualmente sermos representativos através das ações interativas e participativas.  Desta forma, passamos  a ser pessoas habilitadas  a construir o conhecimento sobre as áreas específicas degradadas, os fatores de poluição,  a recuperação  e a conservação  ambiental  pela preservação  da biota e do bom funcionamento  dos sistemas, naturais ou urbanizados.  Estas iniciativas possibilitam  a prática da cidadania, além de representarem  ações importantes à manutenção da vida, com a nossa sobrevivência e a perpetuação  de todas as espécies  das futuras  gerações.


As trocas químicas relativas à química ambiental representam um conhecimento  indispensável,  mas não é um motivo de súbita memorização. Na verdade, nós ainda estamos discutindo sobre saúde pública. Não esqueça que os seres vivos também são considerados meio ambiente. As fontes dos poluentes, os tipos de dano ambiental e os efeitos por eles causados contra a saúde de todos os ambientes são o que de mais importante  para este estudo.






É HORA DE SE AVALIAR!

Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo, presentes  no caderno de exercícios!  Elas poderão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Caso prefira, redija as respostas no caderno e depois as envie através do nosso ambiente  virtual de aprendizagem  (AVA). Interaja  conosco!
Esta unidade proporcionou subsídios para a observação das formas de poluição ambiental  e dos efeitos danosos que ela pode causar à saúde dos seres vivos e à qualidade dos ambientes  natural e urbanizado.  Na próxima, estudaremos  os ecossistemas  degradados.